CPSH11
Capitânia Shoppings II (CPSH11)
Rank 27 do FII Rank (score 5,35, risco Médio): FII de shoppings da Capitânia com desconto de 12% ao VP (P/VP 0,88, VP/cota R$ 11,05 vs cota R$ 9,72), DY 12M de 13,79% bem acima do CDI líquido (11,67%) e da média do segmento Shoppings/Varejo (8,34%), rendimento mensal estável de R$ 0,11/cota desde jan/2026 e rent real 1A de +13,30%. O alerta de queda relevante 3M (-4,57% real) e a penalidade de momentum de 0,81 (score bruto 6,16) refletem realização após forte alta de 12M (+17,96%), aquisição de portfólio do GARE11 e repricing das emissões — não deterioração operacional (vacância caiu de 4,7% em 2024 para 3,1%). Não entra na carteira (score < 6,0 + momentum), mas o carrego mensal já compensa a espera — oportunidade tática com stop de tese, não posição-core.
- Rank 27 do FII Rank v3.2, score 5,35 (bruto 6,16 menos penalidade de momentum 0,81) e risco Médio — elegível com histerese confirmado, mas não apto à carteira por queda relevante 3M e score abaixo do corte
- P/VP 0,88 — desconto de ~12% ao VP/cota de R$ 11,05; cota R$ 9,72 é a segunda maior do ranking elegível em DY entre shoppings, atrás apenas de PMLL11 em qualidade percebida
- DY 12M de 13,79% supera o CDI líquido (11,67%) e esmaga a média do segmento (8,34%); dividendo estabilizado em R$ 0,11/cota/mês há 7 meses consecutivos (jan–jul/2026), yield 1M de 1,13% — isento de IR para PF
- Queda relevante 3M de -4,42% nominal (-4,57% real) após 12M de +17,96%: realização de lucros após notícia de aquisição de 6 shoppings do GARE11 com caixa de ~R$ 800 mi; rent real 1A de +13,30% mostra que o recuo é de curto prazo
- Vacância em queda secular: 5,4% (2023) → 4,7% (2024) → 2,9% (2025) → 3,1% atual; portfólio de 7 shoppings grade A/B+ (Pátio Paulista, Internacional Guarulhos, Iguatemi Alphaville, Midway Mall, Parque Dom Pedro)
Fundamentos
Critérios FII Rank v3.1
Comparativo segmento
Histórico de emissões
Eventos de portfólio
Rendimento mantido em R$ 0,11/cota pelo 7º mês consecutivo
Pagamento de 21/07/2026 (data-com 14/07): dividendo estabilizado em R$ 0,11 desde 19/01/2026 — previsibilidade de renda rara para fundo em expansão. Yield 12M acumula R$ 1,34/cota (13,79%)
Cota acumula queda relevante de -4,42% no trimestre
Realização de lucros após alta de +17,96% em 12M; mercado reprica o tamanho agora maior do fundo (PL R$ 1,37 bi) e eventuais novas emissões. 1M de -1,82% indica que a correção ainda pressiona — origem da penalidade de momentum 0,81 no FII Rank
Informe mensal e relatório gerencial recentes (jun/jul-2026)
Informe mensal de 23/07/2026 e relatório gerencial de 03/07/2026 disponíveis: documentação do portfólio mostra receita de locação de imóveis físicos (R$ 109,5 mi em 2025 até nov/2025) + receita de FIIs (R$ 4,5 mi), sem exposição a CRIs
Aquisição de 6 shoppings do GARE11 — caixa de ~R$ 800 mi
Notícia de 29/10/2025: fundo se desfez de 7 imóveis e passou a ~R$ 800 mi em caixa no acordo; em 23/10/2025, FIIs de shoppings dispararam com negociação de imóveis. Em 10/11/2025, CPSH11 subiu 4% ao manifestar interesse no Midway Shopping Center
Vacância em queda secular: 5,4% → 3,1%
Evolução da vacância: 5,4% (2023), 4,7% (2024), 2,9% (2025) e 3,1% atual — abaixo da média do segmento; checklist buy-and-hold do Investidor10 aprova vacância < 10%
Comunidade questiona troca de ativos e alavancagem
Comentário de discussão (26/02/2026): leitores do relatório gerencial apontam desfazimento de 6 imóveis e alavancagem elevada; mencionam Rio Design Leblon como ativo A++ de baixo fluxo. Resposta da gestão: receita é de locação de imóveis, não de CRIs
Cota 'diminuiu consideravelmente' relata comunidade
Comentário de 19/05/2026: cotista relata queda relevante no valor das cotas nos dias anteriores — confirma que a correção do trimestre ocorreu em dois tranches (maio e julho), coincidindo com a penalidade de momentum
Notícias e riscos
Momentum negativo e queda relevante 3M
altaRent real 3M de -4,57% e 1M de -1,82% indicam correção em andamento após +17,96% em 12M. A penalidade de momentum de 0,81 derrubou o score de 6,16 para 5,35, abaixo do corte da carteira (6,0). Se a correção se aprofundar para -10%, a tese de desconto ao VP fica comprometida
Diluição por emissões recorrentes
altaBase de cotas cresceu 30x em 3 anos: 4M (2023) → 80M (2024) → 124M (2026). VP/cota caiu de R$ 116,70 (pré-desdobramento) para R$ 11,05 e ficou estável, mas o histórico de expansão agressiva sinaliza que nova emissão pode ser antecipada se a cota se aproximar do VP
Alavancagem para aquisição de ativos
mediaComunidade do Investidor10 (fev/2026) aponta 'alavancagem muito alta' no relatório gerencial após o pacote de 6 shoppings do GARE11. Shoppings adquiridos com caixa de ~R$ 800 mi podem ter parte financiada; em cenário de juros altos, o custo de carry aperta o resultado distribuível
Qualidade percebida do portfólio rotacionado
mediaComunidade questiona a troca 'seis por meia dúzia' e critica Rio Design Leblon como ativo A++ de baixo fluxo — o portfólio atual (Pátio Paulista, Internacional Guarulhos, Midway Mall, Parque Dom Pedro) é bom, mas não é o top de linha do XPML11/VISC11
Liquidez moderada para o PL
mediaR$ 1,33 M/dia para um PL de R$ 1,37 bi (razão ~0,10%/dia) — abaixo do PMLL11 (líquido) e longe dos líderes do segmento; em saídas relevantes, a cota disconta
Taxa de performance e IPO recente
baixaTaxa de administração+gestão de 0,92% a.a. mais performance sobre excesso de IPCA+benchmark; fundo tem apenas ~3 anos de listagem (IPO 2023), com track record curto
Monitorar (90 dias)
- Relatório gerencial mensal (últimos: 03/07/2026 e 01/07/2026): resultado distribuível, vacância por ativo, alavancagem líquida e vencimento de dívidas do pacote GARE11
- Evolução da cota nos próximos 30-60 dias: se estabilizar acima de R$ 9,50 ou retomar R$ 10,00, momentum negativo se desarma e score recupera apto_carteira na próxima rodada
- Anúncios de nova emissão de cotas: qualquer oferta acima de ~15% do PL atual em momento de desconto do VP deve ser tratada como gatilho de stop da tese
- Datas-com do dividendo (próxima prevista ~17/08/2026, histórico dia 14-19): manutenção dos R$ 0,11 é o sinal de saúde do carrego
- Vacância trimestral: se subir acima de 6%, o risco de corte de dividendo aumenta; manter abaixo de 4% consolida a tese
- Notícias sobre os ativos adquiridos do GARE11 (out/2025): integração, renegociação de aluguéis e venda de cotas remanescentes afetam o resultado 3T/4T 2026
Cenários
Convergência ao VP + momentum restabelecido
DY ~13,5% + recuperação de capital ~13% = ~26% total em 12M
- Correção do trimestre se exaure próximo de R$ 9,20-9,50
- Cota reconverge para P/VP 0,95-0,98 (R$ 10,50-10,85)
- Dividendo mantido em R$ 0,11 com possível elevação a R$ 0,12 no 4T26
- Vacância segue abaixo de 3,5% e novos ativos do GARE11 entregam renda incremental
Carrego acima do CDI com cota lateral
DY 12-14% nominal via R$ 0,11/mês, cota lateral em R$ 9,20-10,10
- Juros longos e apetite a risco de shoppings seguem estáveis
- Momentum negativo é absorvido em 1-2 meses sem novo leg de queda
- Sem nova emissão relevante em 2026
- Vacância mantém trajetória de queda moderada
Nova emissão diluísse + varejo em stress
Perda de capital ~-10% com corte de DY (total 12M ~-5 a 0%)
- Nova emissão acima de 15% do PL a preço abaixo do VP, derrubando a cota para < R$ 8,50
- Alta de vacância acima de 6% em ativos-chave (Pátio Paulista / Internacional Guarulhos)
- Consumo discricionário restringe faturamento dos lojistas, pressionando reajustes IPCA
- Alavancagem vira problema com juros longos subindo mais 100+bps
Scorecard
Rodada 2026-08-12T13:33:58-03:00 · dados de 12/08/2026 · gerado em 12/08/2026