Ranking / KDIF11 Dossiê editorial

KDIF11

Kinea Infra FIC FIDC (KDIF11)

✕ Evitar Análise 2026-08-12

Último do FII Rank (#37 de 37, score 2,62, risco Alto): fundo de infraestrutura Kinea com P/VP 0,99 (cota R$ 117,90 vs VP R$ 119,16), mas com três alertas simultâneos — DY 12M de 14,53% acima do teto de 14,5% e volátil (rayes de R$ 1,45 → R$ 1,30 → R$ 1,15 → R$ 1,00 em 8 meses, divergência de 29,9% entre DY 12M e DY do mês anualizado 10,18%), queda relevante de -6,71% real em 3M (penalidade de momentum 1,24 derrubou o score bruto 3,86), e histerese em_observacao por dy_fora_faixa. O dividendo julho/2026 caiu 31% vs junho (R$ 1,00 vs R$ 1,45), sinalizando que o carrego de 14,5% não é sustentável. Rent real 1A de +5,61% e PL de R$ 2,80 bi com 42,8K cotistas dão escala, mas não compensam o momentum negativo nem o DY artificialmente inflado. Em 5 anos, R$ 1.000 viraram R$ 1.568 vs R$ 1.769 no CDI — underperformou até a renda fixa. Não entra na carteira (apto_carteira=FALSE) e merece EVITAR até estabilização do dividendo e do preço.

  • Último do FII Rank v3.2 (#37 de 37), score 2,62 (bruto 3,86 menos penalidade de momentum 1,24) e risco Alto — elegível apenas por histerese em_observacao, com motivo_carteira e motivo_observacao = dy_fora_faixa (DY 14,53% acima do teto de 14,5%)
  • DY volátil: pagamentos caíram de R$ 1,45/cota (jan–jun/2026) para R$ 1,15 (nov/2025), R$ 1,30 (out/2025) e agora R$ 1,00 (jul/2026) — corte de 31% em 30 dias; DY do mês anualizado é 10,18% vs 14,53% do 12M, divergência de 29,9% que configura flag dy_volatil no FII Rank
  • Momentum fortemente negativo: rent nom 3M de -6,56% (rent real 3M -6,71%), 1M de -4,63%, com cota recuando de R$ 132 (início de 2026) para R$ 117,90 — perda de 10,7% no semestre; var 12M de +12,53% reflete base de 2025, não a tendência atual
  • Fundamentos de papel-perpétuo: 23,48M cotas, VP/cota R$ 119,16, P/VP 0,99 (quase em linha), PL R$ 2,80 bi, 42,8K cotistas, taxa de administração 1,11%, sem taxa de performance; portfólio de debêntures incentivadas IPCA/CDI (Portocem, Rio+, Rota do Pará, BRK, Tropicália, Comerc, TAESA, Coromandel, GNA II, Águas do Rio)
  • 5 anos de underperformance: R$ 1.000 → R$ 1.568,20 vs R$ 1.768,70 no CDI e R$ 1.859,60 no IDIV — o fundo perdeu para a renda fixa em total return mesmo com DY aparentemente alto
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Cotação R$ 116,00 Investidor10
DY 12M 13,72% últ. 12 meses
P/VP 0,97 VP R$ 119,16
Rent real 1A 5,39%
Vacância 0,00% física
Score FII Rank 5,98 Médio

Fundamentos

Último dividendoR$ 1,00
Liquidez diáriaR$ 2,85 M
PatrimônioR$ 2,80 bi
Cotistas42791
SegmentoFUNDO DE INFRAESTRUT
TipoOutros
Rent nom. 1A10,19%
Variação 12M10,19%

Critérios FII Rank v3.1

Elegível FII Rank v3.1
DY 9–14,5% 14,53% (acima do teto 14,5% — dy_fora_faixa)
P/VP 0,8–1,2 0,99
Vacância ≤ 15% 0,00% (FI-Infra, sem imóveis físicos)
Liquidez ≥ 500K R$ 2,85 M/dia
Rent real 1M/3M/1A > 0 3M: -6,71% | 1M: -4,63% | 1A: +5,61%
Momentum Queda relevante 3M (penalidade 1,24 sobre score bruto 3,86)
DY estável Volátil: mês anualizado 10,18% vs 12M 14,53% (divergência 29,9%)

Comparativo segmento

FIIDYP/VPRent R 1AElegível
CDII11 16,88% 0,98 Não
BODB11 15,07% 0,95 Não
CPTI11 14,89% 0,96 Não
IFRA11 11,88% 0,98 Não
BDIF11 13,68% 0,87 Não

Histórico de emissões

1ª emissão 2021–2022 (IPO e consolidação) neutro
CaptaçãoFundo constituído sob gestão Kinea Investimentos e administração Intrag DTVM (CNPJ 26.324.298/0001-89); portfólio inicial de debêntures incentivadas de infraestrutura IPCA/CDI; VP/cota inaugural na casa de R$ 126,06 (2022)
Preço
vs meta
Dividendo depoisDY inaugural em torno de 9–10% focado em renda; primeiros anos com DY médio 12,33% (2022)
Cota depoisP/VP médio de 1,01–1,05 em 2022–2023; base de 20–21M cotas na fase inicial
2ª emissão 2023–2024 (expansão moderada) misto
CaptaçãoCotas emitidas estabilizadas em ~20M (2023) → 20M (2024); PL variou R$ 2,77 bi (2023) → R$ 2,62 bi (2024); cotistas cresceram de 25K para 37K
Preço
vs meta
Dividendo depoisDY 12M de 10,05% (2023) → 9,88% (2024) — abaixo da faixa FII Rank e da média do segmento (13,29% atual)
Cota depoisVP/cota caiu de R$ 133,45 (2023) para R$ 128,78 (2024); P/VP recuou de 1,05 para 0,98 com aumento de oferta e normalização das taxas
3ª emissão 2025–2026 (expansão recente + estresse) negativo
CaptaçãoCotas emitidas saltaram de 20M (2024) para 23,48M (atual); PL subiu de R$ 2,62 bi → R$ 2,59 bi (2025) → R$ 2,80 bi (atual); cotistas de 37K → 42,8K
Preço
vs meta
Dividendo depoisDY 12M subiu para 12,63% (2025) e 14,53% (atual), mas com trajetória de pagamentos volátil: R$ 1,45 (jan–jun), R$ 1,30 (out/25), R$ 1,15 (nov/25) e R$ 1,00 (jul/26) — corte de 31% no último mês
Cota depoisVP/cota caiu de R$ 127,37 (2025) para R$ 119,16; cota de mercado recuou de R$ 132 (jan/26) para R$ 117,90 (-10,7% no semestre); P/VP 0,99

Eventos de portfólio

Corte de 31% no dividendo: R$ 1,00 vs R$ 1,45 no mês anterior

Data-com 31/07/2026 e pagamento 07/08/2026 de R$ 1,00 — queda de R$ 0,45 vs os R$ 1,45 pagos mensalmente de dez/2025 a jun/2026; confirma a flag dy_volatil do FII Rank e sugere que o carrego de 14,5% não se sustenta

Cota em queda relevante no trimestre: -6,56% nominal

Recuo de -6,71% real em 3M e -4,63% em 1M; cota sai de R$ 132 (início de 2026) para R$ 117,90; penetra a banda do VP (P/VP 0,99 → abaixo de 1); origem da penalidade de momentum 1,24 que derrubou o score bruto 3,86 para 2,62

Alerta triplo no FII Rank v3.2

Único elegível do ranking com três flags simultâneos: DY volátil, queda relevante 3M e histerese em_observacao por dy_fora_faixa; último lugar (#37/37) com score 2,62 e risco Alto

Portfólio de debêntures incentivadas: diversificação setorial e geográfica

Ativos de infraestrutura espalhados por 11 estados: energia (Portocem-CE, Tropicália-BA, GNA II-RJ, Fotovoltaica Coromandel-MG, GD Solar-GO), saneamento (Rio+ RJ, BRK Maceió-AL, BRK Uruguaiana-RS, Águas do Rio-RJ, Iguá-RJ), rodovias (Rota do Pará-PA), participações (Comerc-SP) e transmissão (TAESA-DF, José Maria de Macedo-PR); indexadores IPCA + CDI

Escala institucional: PL R$ 2,80 bi, 42,8K cotistas, R$ 2,85 M/dia

Terceiro maior FI-Infra do segmento (atrás apenas de CDII11 R$ 2,79 bi e na frente de JURO11 R$ 2,08 bi); liquidez diária de R$ 2,85 M (5,7x o mínimo FII Rank); base de cotistas pulverizada com 42.791 holders

Comunidade questiona ganho de capital no FI-Infra

Comentário de 29/05/2026 no Investidor10: cotista pergunta se ganho de capital não seria isento em FI-Infra (resposta: não é — alíquota de 20% sobre lucro na venda); leitores também apontam P/VP 'caro' em 1,18 em março (antes da correção)

5 anos de underperformance vs CDI e IDIV

R$ 1.000 → R$ 1.568,20 vs R$ 1.768,70 no CDI (-11,3% relativo), R$ 1.859,60 no IDIV (-15,7%) e R$ 1.461,40 no IBOV; apenas IPCA e SMLL ficaram atrás — o DY médio de 9,94% em 5A não compensou a volatilidade do papel

Notícias e riscos

Dividendo insustentável e DY artificialmente inflado

alta

DY 12M de 14,53% reflete a base 2025 de R$ 1,45/cota, mas jul/2026 caiu para R$ 1,00 (corte de 31%); DY do mês anualizado é apenas 10,18% — divergência de 29,9% que o FII Rank já sinaliza como dy_volatil. Se o novo patamar de R$ 1,00 se mantiver, o DY forward é ~10,2%, abaixo do CDI líquido (11,67%) e do teto da faixa

Mitigador: Debêntures incentivadas IPCA têm correção monetária que pode elevar receita em cenário de inflação; PL de R$ 2,80 bi dá folga para equalização; sem taxa de performance, a gestão não é pressionada a distribuir além do resultado

Momentum fortemente negativo e queda relevante 3M

alta

Rent real 3M de -6,71% e 1M de -4,63% com cota em -10,7% no semestre (R$ 132 → R$ 117,90); penalidade de momentum de 1,24 já derrubou o score bruto 3,86 para 2,62 (último do ranking); se a correção continuar, P/VP pode ir abaixo de 0,95 e abrir arbitragem negativa

Mitigador: P/VP 0,99 já internaliza parte do desconto; gestão Kinea tem histórico de comunicação transparente; indexador IPCA protege contra cenário de nova alta de inflação

Último do FII Rank com risco Alto e três alertas simultâneos

alta

Único elegível do ranking com três flags de uma vez: DY volátil + queda relevante 3M + histerese em_observacao (dy_fora_faixa); risco Alto vs Médio/Baixo de todos os demais; motivo_carteira = dy_fora_faixa bloqueia a entrada na carteira recomendada

Mitigador: Elegibilidade por histerese (já estava dentro) evita saída imediata; escala (PL, liquidez, cotistas) é institucional; pode sair de observação em 1–2 rodadas se DY anualizado subir acima de 12,5% e 3M estabilizar

5 anos de underperformance vs renda fixa

media

R$ 1.000 → R$ 1.568,20 em 5A vs R$ 1.768,70 no CDI e R$ 1.859,60 no IDIV; DY médio de 9,94% não compensou a volatilidade da cota; track record questiona a tese de 'renda fixa turbinada' do FI-Infra

Mitigador: Período inclui ciclo de alta de juros 2021–2022 e normalização 2024–2025; indexador IPCA pode reverter em cenário de inflação persistente; taxa de administração 1,11% está alinhada ao segmento

Expansão de cotas com VP/cota caindo

media

Cotas emitidas subiram de 20M (2024) para 23,48M (2026) sem que o VP/cota segurasse: R$ 128,78 (2024) → R$ 127,37 (2025) → R$ 119,16 (atual); PL subiu mas VP por cota diluiu — sinal amarelo de alocação

Mitigador: Incremento foi moderado (+17% em 2 anos); novos aportes foram para debêntures IPCA que devem gerar correção; sem emissão secundária agressiva anunciada

Concentração em infraestrutura e duration longa IPCA

media

Portfólio concentrado em debêntures de infraestrutura com duration longa e indexador IPCA+cupom; em cenário de queda de inflação e juros longos estáveis, o carrego atual já reflete o melhor cenário — upside limitado; eventos de crédito individuais (Energia, Saneamento) impactam o VP

Mitigador: Diversificação setorial (energia, saneamento, rodovias, transmissão) e geográfica (11 estados); debêntures incentivadas têm garantias reais dos projetos; gestão ativa da Kinea permite rotação

Monitorar (90 dias)

  • Próximos relatórios gerenciais e informes mensais (ago/2026 e set/2026): resultado distribuível por cota, composição de receita (juros vs correção monetária), duration média da carteira e vencimentos de debêntures — sinal-chave para saber se o R$ 1,00 de jul é novo patamar ou hiatto pontual
  • Datas-com dos próximos dividendos (previstas ~31/08, ~30/09): se voltar a R$ 1,15–1,25, o DY forward volta acima de 12% e o score de momentum começa a recuperar; se cair abaixo de R$ 1,00, alvo de stop da tese
  • Evolução da cota nos próximos 30–60 dias: suporte em R$ 117,90 (P/VP 0,99) e resistência em R$ 119,16 (VP/cota); rompimento para cima tira o papel de observação; queda abaixo de R$ 115 agrava a penalidade de momentum
  • DY anualizado do mês (atual 10,18%): precisa subir e se estabilizar acima de 12,5% para zerar o alerta dy_fora_faixa na próxima rodada do FII Rank
  • Emissões primárias/secundárias: qualquer oferta nova acima de 5% do PL em momento de desconto do VP deve ser tratada como gatilho negativo
  • Notícias de crédito dos emissores (Portocem, BRK, Rio+, GNA II, Águas do Rio): eventos de renegociação, delay de amortização ou downgrade afetam diretamente o VP
  • Comparativo de segmento: acompanhar CDII11 (DY 16,88%), CPTI11 (14,89%) e BODB11 (15,07%) — se KDIF11 convergir para o meio do grupo, há espaço para migrar de EVITAR para CONTRARIAN

Cenários

Dividendo recompõe + cota estabiliza acima do VP

DY forward ~12-13% + recuperação de capital ~8% = ~20% total em 12M

  • Pagamentos voltam a R$ 1,15–1,25/cota/mês a partir de ago/2026
  • Cota recupera para R$ 125–128 (P/VP 1,02–1,05) com absorção da realização
  • Momentum 3M vira positivo e remove a penalidade de 1,24 no score
  • IPCA acelera no 2S2026, elevando a correção monetária do portfólio

Carrego reduzido com cota lateral perto do VP

DY forward ~10-11% via R$ 1,00-1,10/mês, cota lateral R$ 115-122

  • Bimestre de dividendos no patamar R$ 1,00-1,10 consolida novo regime
  • IPCA e CDI estáveis; sem eventos de crédito relevantes
  • Momentum negativo se exaure em 60–90 dias
  • P/VP oscila entre 0,97 e 1,03

Novo corte de dividendo + stress de crédito

Perda de capital -8% a -12% + DY reduzido = total 12M ~-5% a 0%

  • Dividendo cai abaixo de R$ 0,90 e DY forward vai a ~9% (abaixo do CDI)
  • Evento de crédito em debênture-chave (Energia ou Saneamento) derruba o VP
  • Cota rompe R$ 112 (P/VP 0,94) e momentum vira -15% em 3M
  • Emissão primária acima de 10% do PL dilui ainda mais o VP/cota

Scorecard

Qualidade portfólio ★★★★☆ Debêntures de infraestrutura diversificadas em 11 estados e 5 setores (energia, saneamento, rodovias, transmissão, participações), indexadores IPCA+CDI; escala institucional com PL R$ 2,80 bi e 42,8K cotistas; gestão Kinea com boa reputação
Preço vs VP ★★★☆☆ P/VP 0,99 — praticamente em linha com o VP/cota de R$ 119,16; abaixo da média do segmento (1,00) mas sem desconto relevante como os 0,87 do BDIF11; não é barganha, é justo
Dividendos ★★☆☆☆ DY 12M de 14,53% é artificialmente inflado pela base 2025; último pagamento de R$ 1,00 (jul/26) anualiza apenas 10,18% (abaixo do CDI líquido 11,67%); divergência de 29,9% é a maior do ranking e configura dy_volatil
Retorno recente / Momentum ★☆☆☆☆ Pior dimensão do dossiê: rent real 3M de -6,71%, 1M de -4,63%, queda de 10,7% no semestre; penalidade de momentum 1,24 é a maior da rodada; último do ranking por causa principalmente dessa dimensão
Governança ★★★☆☆ Gestão ativa Kinea + administração Intrag DTVM; taxa de adm 1,11% alignada e sem taxa de performance; porém expansão de cotas de 20M→23,48M com VP/cota caindo de R$ 128,78→R$ 119,16 mostra diluição sem entrega proporcional
FII Rank v3.2 ★☆☆☆☆ Último do ranking (#37 de 37), score 2,62 (único abaixo de 3,0), risco Alto (único elegível com essa classificação), três alertas simultâneos, histerese em_observacao por dy_fora_faixa e apto_carteira=FALSE

Rodada 2026-08-12T13:33:58-03:00 · dados de 12/08/2026 · gerado em 12/08/2026