BDIF11
BTG Pactual Dívida Infraestrutura (BDIF11)
Rank 15 do FII Rank (score 6,53, risco Médio): FI-Infra do BTG Pactual com o maior desconto patrimonial entre os grandes pares (P/VP 0,87, VP/cota R$ 80,63 vs cota R$ 70,15), DY 12M de 13,68% acima do CDI líquido (11,67%) e rendimento mensal estável de R$ 0,85/cota desde fev/2026 — isento de IR por ser debênture incentivada. O trimestre negativo (-2,87% real), a rent real 1A modesta (4,76%) e a penalidade de momentum de 0,48 (score bruto 7,01) refletem a marcação a mercado da carteira IPCA+ com a inflação reprecificada, não deterioração de crédito. Contrapartida: VP/cota em queda há 3 anos (R$ 85,18→R$ 80,63), taxa de performance de 20% sobre IMA-B+, e liquidez modesta (R$ 2,19 M/dia) — veredito de oportunidade para renda com carrego, não para ganho de capital.
- Rank 15 do FII Rank v3.2, score 6,53 e risco Médio — elegível, histerese confirmado, apto para carteira apesar da penalidade de momentum de 0,48 (score bruto 7,01)
- P/VP 0,87 — maior desconto ao VP entre os FI-Infras grandes do ranking (KDIF11 0,99 | CDII11 0,98 | JURO11 0,96): cota R$ 70,15 vs VP/cota R$ 80,63, desconto de ~13%
- DY 12M de 13,68% supera o CDI líquido de 11,67%; rendimento estabilizado em R$ 0,85/cota/mês há 7 meses (fev–jul/2026), yield 1M de 1,21%, isento de IR (debêntures incentivadas)
- Trimestre negativo (-2,71% nominal / -2,87% real) e rent real 1A de apenas 4,76%: rent total 12M de 9,34% fica abaixo do hurdle isento de 14,58% — marcação a mercado de títulos IPCA+ com inflação e juros longos reprecificados em 2026
- VP/cota em queda secular: R$ 85,18 (2024) → R$ 83,93 (2025) → R$ 80,63 (atual), -5,3% em 12M; PL caiu de R$ 1,52 bi para R$ 1,46 bi — principal ponto fraco do dossiê, compensado pelo desconto patrimonial já precificado
Fundamentos
Critérios FII Rank v3.1
Comparativo segmento
Histórico de emissões
Eventos de portfólio
Rendimento mantido em R$ 0,85/cota pelo 7º mês consecutivo
Pagamento de 21/07/2026 (data-com 14/07): desde fev/2026 o dividendo está estabilizado em R$ 0,85 (antes, 2025, oscilava entre R$ 0,60 e R$ 0,90). Yield 12M de R$ 9,60/cota (13,68%)
Cota recua 1,37% no dia e acumula trimestre negativo de -2,71%
Marcação a mercado da carteira de debêntures incentivadas (majoritariamente IPCA+) com juros longos e inflação reprecificados em 2026; rent real 3M de -2,87% é o evento que gerou a penalidade de momentum no FII Rank
Notícia: BDIF11 em destaque com debêntures atrativas, 'brotam analistas' (19/01/2026)
Mídia especializada (Investidor10) destaca o fundo como renda fixa disfarçada de FII, com dividendos mensais isentos de IR batendo renda fixa de até 21,5% a.a. equivalente bruta
FI-Infras ganham tração como renda mensal isenta acima da renda fixa
Notícia de 11/12/2025 (Investidor10): FI-Infras pagam dividendos mensais e superam renda fixa de até 21,50% a.a. — BDIF11 entre os citados; segue notícia de 15/10/2025 sobre FI-Infras que mais pagam
VP/cota e PL continuam em declínio lento
VP/cota de R$ 80,63 (vs R$ 83,93 em 2025, -3,9% a/a) e PL de R$ 1,46 bi (vs R$ 1,52 bi); queda secular desde o IPO (R$ 91,92 em 2022) reflete marcação a mercado e resgates líquidos
Carteira diversificada em debêntures de emissores estruturados
Exemplos divulgados: RMSA12 (BRK Ambiental Maceió), BTCL12 (Brazil Tower), TRGP13 (Transmissora Central Paulistana), CONX12 (Triple Play), CGOSB0 (Equatorial Goiás), RODT12 (Rodovia dos Tamoios), RISP24 (Águas do Rio), ANET11 (AmericaNet), SRBS11 (SRBT Subholding) — setores: energia, saneamento, telecom, rodovias e transportes
Notícias e riscos
Risco de taxa de juros longa e inflação (IPCA+ nos títulos)
altaA carteira é majoritariamente indexada ao IPCA e ao CDI. A reprecificação dos juros longos em 2026 (Selic alta, inflação persistente) gerou rent real 3M negativa de -2,87% e queda do VP/cota de R$ 85,18 (2024) para R$ 80,63 (atual) — quedas de -5,3% em 12M. Se os juros longos subirem mais, tanto a cota quanto o VP sofrem
Taxa de performance de 20% sobre IMA-B+
mediaO regulamento prevê taxa de performance de 20% sobre o que exceder o IMA-B mais adicional. Em cenário de alta de juros/inflação que favorece a marcação positiva dos títulos, o gestor embolsa fatia relevante do ganho
Liquidez modesta para o porte do fundo
mediaR$ 2,19 M/dia de liquidez para um PL de R$ 1,46 bi é baixo (razão de ~0,15% do PL). Para saídas relevantes, a cota pode sofrer disconto intradiário
Momentum negativo e trimestre em queda
baixaAlerta no FII Rank: trimestre negativo; penalidade de momentum de 0,48 (a maior da rodada entre elegíveis). O 1M de -0,62% real confirma que a correção de preços ainda está em andamento
Rentabilidade total 12M abaixo do hurdle isento
baixaRent total nominal 12M de 9,34% fica abaixo do hurdle isento de 14,58% (CDI líquido + IRPF). Para quem busca ganho de capital + renda em 12M, o fundo ficou atrás do título isento
Monitorar (90 dias)
- Relatório gerencial mensal: evolução do resultado distribuível, variação do VP/cota e ciclo de marcação a mercado da carteira IPCA+
- Movimentos do CDI/Selic e do IMA-B: se caírem, o desempenho do fundo tende a superar o hurdle (alívio no momentum)
- Próxima emissão de cotas ou evento de subscrição (direito de preferência): se volumosa, pode diluir VP/cota ou reforçar caixa para aquisições atrativas
- Inadimplência de algum emissor de debênture da carteira (BRK Ambiental, Equatorial Goiás, Brazil Tower etc.) — evento de crédito pontual pode derrubar a cota abruptamente
- Mudanças na taxa de performance ou no benchmark IMA-B+ publicado em regulamento/fatos relevantes
Cenários
Convergência ao VP + queda de juros longos
DY ~13,5% + recuperação de capital ~10–12% = ~25% total em 12M
- Selic e juros longos em queda (IPCA+ valoriza)
- Cota reconverge para P/VP 0,95–0,97 (R$ 76–78)
- Rendimento mensal mantido em R$ 0,85–0,90
- Nenhum crédito relevante deteriora na carteira de debêntures
Carrego acima do CDI com desconto lateral
DY 12–14% nominal via R$ 0,85–0,90/mês, cota lateral em R$ 68–74
- Juros ficam estáveis em patamar elevado
- Trimestre negativo não se agrava (só oscilação normal)
- VP/cota estabiliza em R$ 78–81
- Nenhuma emissão relevante diluedora
Novas altas de juros longos + evento de crédito
Perda de capital ~-10% combinada com corte de DY (total 12M ~-5 a 0%)
- Juros longos sobem mais 100–150 bps, derrubando VP/cota para < R$ 75
- Algum emissor de infraestrutura grande entra em stress (ex.: Águas do Rio, Equatorial Goiás)
- Taxa de performance reduz renda distribuída se o IMA-B subir forte
- Nova emissão diluísse em momento de desconto (ideal: 'wait and see')
Scorecard
Rodada 2026-08-12T13:33:58-03:00 · dados de 12/08/2026 · gerado em 12/08/2026