IFRA11
Itaú FIC FI Infraestrutura (IFRA11)
Rank 20 do FII Rank (score 6,19) e único de risco Baixo entre os 14 elegíveis da rodada: FI-Infra gerido pelo Itaú/Votorantim com DY 12M de 11,88% praticamente no nível do CDI líquido (11,67%), P/VP 0,98 sem desconto patrimonial e queda relevante de -5,67% real no trimestre — marcação a mercado da carteira IPCA+/CDI com juros longos reprecificados. Bloqueado para carteira pelo alerta de queda relevante 3M (motivo_carteira: queda_relevante, penalidade de momentum 1,03 sobre o score bruto 7,22). VP/cota em queda secular (R$ 102,90 em 2023 → R$ 95,61 hoje, -7,1%) e retorno total 12M de 8,99% bem abaixo do hurdle isento. Veredito NEUTRO: carrego isento existe, mas preço cheio, momentum negativo e renda apenas nivelada ao CDI não compensam o risco agora.
- Rank 20 do FII Rank v3.2, score 6,19 e risco Baixo — único de baixo risco dos 14 elegíveis da rodada, mas apto_carteira FALSE por queda relevante 3M (penalidade de momentum 1,03, score bruto 7,22)
- P/VP 0,98 sem desconto: cota R$ 93,50 vs VP/cota R$ 95,61 — desconto marginal de ~2%, o menor colchão entre os FI-Infras do ranking (BDIF11 0,87 | JURO11 0,96 | KDIF11 0,99)
- DY 12M de 11,88% apenas nivelado ao CDI líquido (11,67%) e bem abaixo dos pares FI-Infra (KDIF11 14,53% | CDII11 16,88% | BDIF11 13,68%); divergência DY baixa (2,6%) e rendimento de jul/2026 em R$ 0,95/cota
- Queda relevante no trimestre (-5,52% nominal / -5,67% real) e rent real 1A modesta de 4,43%: retorno total 12M de 8,99% fica muito abaixo do hurdle isento de 14,58% — marcação a mercado dos títulos IPCA+ com juros longos e inflação reprecificados em 2026
- VP/cota em declínio secular: R$ 102,90 (2023) → R$ 100,98 (2024) → R$ 101,92 (2025) → R$ 95,61 (atual), queda de -7,1% desde 2023; PL recuou de R$ 1,58 bi para R$ 1,48 bi — combinação de marcação a mercado e trajetória patrimonial que elimina o argumento de segurança do P/VP alto
Fundamentos
Critérios FII Rank v3.1
Comparativo segmento
Histórico de emissões
Eventos de portfólio
Dividendo de R$ 0,95/cota (data-com 30/06, pagamento 07/07)
Sequência de dividendos de 2026: 0,86 (jan) → 1,00 (fev) → 0,84 (mar) → 1,10 (abr) → 1,05 (mai) → 1,00 (jun) → 0,95 (jul). DY mês anualizado de 12,19% com divergência baixíssima de 2,6% — fluxo de renda estável, sem volatilidade anômala
Queda relevante de -5,67% real no trimestre
Rent real 3M de -5,67% (-5,52% nominal) gerou a maior penalidade de momentum da rodada (1,03 pontos sobre o score bruto 7,22) e bloqueou o fundo para a carteira; reflexo da marcação a mercado da carteira IPCA+/CDI com juros longos reprecificados em 2026
Único de risco Baixo entre os 14 elegíveis da rodada
Apesar do bloqueio para carteira, IFRA11 foi o único FII classificado com risco Baixo na rodada 2026-08-01 — volatilidade histórica baixa e consistência de pagamentos sustentam o perfil defensivo
VP/cota atinge R$ 95,61 — mínima da série histórica observada
Trajetória: R$ 102,90 (2023) → R$ 100,98 (2024) → R$ 101,92 (2025) → R$ 95,61 (atual); queda de -7,1% desde 2023 e -6,2% desde 2025. PL também recua (R$ 1,58 bi → R$ 1,48 bi)
Cota abre 2026 em R$ 99,90 e cai para R$ 93,50
YTD negativo: de ~R$ 99,90 no início de 2026 para R$ 93,50 (-6,4%); no 1A, cotação +7,35% e retorno total +8,99% — fraco vs CDI e muito abaixo do hurdle isento de 14,58%
Fundo citado em matérias sobre FI-Infras que batem renda fixa
Notícias de 11/12/2025 e 31/01/2025 (Investidor10) destacam FI-Infras pagando dividendos mensais que superam renda fixa de até 19–21,50% a.a.; segmento segue em evidência como renda mensal isenta
Carteira diversificada em debêntures incentivadas de infraestrutura
Emissores divulgados: Corsan (saneamento RS), BRK Maceió (AL), Entrevias (rodovia SP), EPR Vias do Café (MG), Rio+ Saneamento (RJ), Rialma Energia (GO/MG), TESC (SC), GNA (termelétrica RJ), Metrô Rio, Via Brasil MT-320 — indexadores IPCA e CDI, presença em 7 estados
Notícias e riscos
Queda relevante no trimestre (momentum)
altaRent real 3M de -5,67% é o pior evento da rodada para o fundo: gerou penalidade de 1,03 no score (a maior entre elegíveis) e bloqueou apto_carteira. O 1M positivo (+0,94%) sugere estabilização incipiente, mas o trimestre reflete reprecificação real dos juros longos sobre a carteira IPCA+
VP/cota em queda secular
mediaVP/cota caiu -7,1% desde 2023 (R$ 102,90 → R$ 95,61) e -6,2% só em 2026; PL recuou de R$ 1,58 bi para R$ 1,48 bi. Diferente de pares com desconto, IFRA11 negocia a 0,98 do VP — o investidor compra caro um patrimônio que encolhe
Sensibilidade a juros longos e inflação (carteira IPCA+/CDI)
mediaA carteira de debêntures incentivadas é majoritariamente indexada ao IPCA e ao CDI; a alta da Selic e a inflação persistente de 2026 derrubaram preços. Novo ciclo de alta de juros impactaria cota e VP simultaneamente
Retorno total 12M abaixo do hurdle isento
mediaRentabilidade total 12M de 8,99% vs hurdle isento de 14,58% (CDI líquido + IR teórico): mesmo com isenção de IR, o fundo entregou menos que um título de infra estruturado no período. Rent real 1A de apenas 4,43%
Liquidez modesta para o porte
baixaR$ 2,10 M/dia para PL de R$ 1,48 bi (~0,14% do PL) — saídas relevantes podem sofrer desconto intradiário
Concentração setorial em crédito de infraestrutura
baixaExposição a emissores específicos (Corsan, BRK Maceió, Entrevias, Metrô Rio, GNA, Rio+) — stress de crédito pontual em algum emissor grande derrubaria cota
Monitorar (90 dias)
- Rent real 3M: saída do território negativo remove o alerta de queda relevante e destrava apto_carteira (histerese)
- Evolução do VP/cota: estabilização acima de R$ 95 e fim da queda de R$ 102,90 → 95,61
- Relatório gerencial mensal Itaú Asset: resultado distribuível, duration da carteira e ciclo de marcação a mercado
- Dividendo mensal: manutenção na faixa R$ 0,90–1,05 sustenta o DY ~12%; queda abaixo de R$ 0,85 pressionaria o yield para nível de CDI sem prêmio
- Curva de juros longos (IPCA+ nominal) e Selic: queda beneficiaria a marcação positiva dos títulos e a recuperação do VP
- Eventuais emissões de cotas (direito de preferência) e inadimplência de emissores da carteira (Corsan, BRK, Entrevias, Metrô Rio, GNA)
Cenários
Queda de juros + convergência patrimonial
DY ~12% + recuperação de capital ~8–10% = ~20–22% total em 12M
- Selic e juros longos em queda — marcação positiva da carteira IPCA+
- Rent real 3M volta ao positivo e remove alerta de queda relevante
- VP/cota recupera para R$ 98–100 e cota sobe para R$ 98–102
- Dividendos mantidos em R$ 0,95–1,05/mês
Carrego isento no nível do CDI, cota lateral
DY 11,5–12,5% nominal via R$ 0,90–1,00/mês, cota lateral em R$ 91–97
- Juros estáveis em patamar elevado
- Momentum se estabiliza (1M positivo persiste), mas trimestre se recupera devagar
- VP/cota estabiliza em R$ 94–97
- Sem evento de crédito nos emissores da carteira
Nova alta de juros + stress de crédito
Perda de capital ~-10% com corte de DY (total 12M ~-5 a 0%)
- Juros longos sobem mais 100–150 bps, VP/cota cai abaixo de R$ 90
- Stress em emissor grande (ex.: BRK Maceió, Entrevias, Metrô Rio, GNA)
- Dividendo cai para R$ 0,75–0,85, comprimindo DY abaixo de 11%
- Emissão diluidora em momento de desconto
Scorecard
Rodada 2026-08-12T13:33:58-03:00 · dados de 12/08/2026 · gerado em 12/08/2026