Ranking / IFRA11 Dossiê editorial

IFRA11

Itaú FIC FI Infraestrutura (IFRA11)

○ Neutro Análise 2026-08-12

Rank 20 do FII Rank (score 6,19) e único de risco Baixo entre os 14 elegíveis da rodada: FI-Infra gerido pelo Itaú/Votorantim com DY 12M de 11,88% praticamente no nível do CDI líquido (11,67%), P/VP 0,98 sem desconto patrimonial e queda relevante de -5,67% real no trimestre — marcação a mercado da carteira IPCA+/CDI com juros longos reprecificados. Bloqueado para carteira pelo alerta de queda relevante 3M (motivo_carteira: queda_relevante, penalidade de momentum 1,03 sobre o score bruto 7,22). VP/cota em queda secular (R$ 102,90 em 2023 → R$ 95,61 hoje, -7,1%) e retorno total 12M de 8,99% bem abaixo do hurdle isento. Veredito NEUTRO: carrego isento existe, mas preço cheio, momentum negativo e renda apenas nivelada ao CDI não compensam o risco agora.

  • Rank 20 do FII Rank v3.2, score 6,19 e risco Baixo — único de baixo risco dos 14 elegíveis da rodada, mas apto_carteira FALSE por queda relevante 3M (penalidade de momentum 1,03, score bruto 7,22)
  • P/VP 0,98 sem desconto: cota R$ 93,50 vs VP/cota R$ 95,61 — desconto marginal de ~2%, o menor colchão entre os FI-Infras do ranking (BDIF11 0,87 | JURO11 0,96 | KDIF11 0,99)
  • DY 12M de 11,88% apenas nivelado ao CDI líquido (11,67%) e bem abaixo dos pares FI-Infra (KDIF11 14,53% | CDII11 16,88% | BDIF11 13,68%); divergência DY baixa (2,6%) e rendimento de jul/2026 em R$ 0,95/cota
  • Queda relevante no trimestre (-5,52% nominal / -5,67% real) e rent real 1A modesta de 4,43%: retorno total 12M de 8,99% fica muito abaixo do hurdle isento de 14,58% — marcação a mercado dos títulos IPCA+ com juros longos e inflação reprecificados em 2026
  • VP/cota em declínio secular: R$ 102,90 (2023) → R$ 100,98 (2024) → R$ 101,92 (2025) → R$ 95,61 (atual), queda de -7,1% desde 2023; PL recuou de R$ 1,58 bi para R$ 1,48 bi — combinação de marcação a mercado e trajetória patrimonial que elimina o argumento de segurança do P/VP alto
Abrir no Investidor10 →
Cotação R$ 91,53 Investidor10
DY 12M 12,10% últ. 12 meses
P/VP 0,95 VP R$ 95,61
Rent real 1A 4,47%
Vacância 0,00% física
Score FII Rank 6,49 Baixo

Fundamentos

Último dividendoR$ 0,90
Liquidez diáriaR$ 2,10 M
PatrimônioR$ 1,48 bi
Cotistas34875
SegmentoFUNDO DE INFRAESTRUT
TipoOutros
GestorItaú Asset Management
Rent nom. 1A9,23%
Variação 12M9,23%

Critérios FII Rank v3.1

Elegível FII Rank v3.1
DY 9–14,5% 11,88%
P/VP 0,8–1,2 0,98
Vacância ≤ 15% 0%
Liquidez ≥ 500K R$ 2,10 M/dia
Rent real 1M/3M/1A > 0 3M: -5,67% | 1M: +0,94% | 1A: +4,43%
Momentum Alerta: queda relevante 3M (penalidade 1,03 no score bruto 7,22)

Comparativo segmento

FIIDYP/VPRent R 1AElegível
BDIF11 13,68% 0,87 4,76% Sim
KDIF11 14,53% 0,99 5,61% Sim
JURO11 10,55% 0,96 6,10% Não
BTHF11 13,24% 0,90 17,48% Sim

Histórico de emissões

1ª emissão 2021 (IPO) misto
CaptaçãoFundo constituído como FIC de Fundo Incentivado de Investimento em Infraestrutura de renda fixa (CNPJ 34.633.510/0001-18), gestão Itaú Asset Management, com mandato em debêntures incentivadas e crédito privado de infraestrutura — isento de IR para pessoa física
Preço
vs meta
Dividendo depoisDY 12M de 11,85% em 2023 (primeiro ano cheio observado no histórico Investidor10)
Cota depoisVP/cota de R$ 102,90 em 2023 — fundo já nasceu próximo ao par
2ª emissão 2023–2024 (expansão da base) misto
CaptaçãoCotas emitidas saltaram de ~10M (2023) para 15M (2024), +50%; PL cresceu de R$ 994,60 mi para R$ 1,56 bi; cotistas dobraram de 15K para 30K
Preço
vs meta
Dividendo depoisDY 12M subiu de 11,85% (2023) para 12,15% (2024) mesmo com a base de cotas 50% maior
Cota depoisVP/cota caiu de R$ 102,90 (2023) para R$ 100,98 (2024) — diluição patrimonial leve no crescimento
3ª emissão 2025–2026 (fase atual) negativo
CaptaçãoBase estabilizada: cotas emitidas ~15,49M desde 2025 (15.492.036 atuais); cotistas subiram para 34.875; PL recuou de R$ 1,58 bi (2025) para R$ 1,48 bi (atual)
Preço
vs meta
Dividendo depoisDY moderou de 12,28% (2025) para 11,88%; dividendos mensais oscilaram R$ 0,83–1,10 em 2026, fechando jul/2026 em R$ 0,95
Cota depoisVP/cota caiu de R$ 101,92 (2025) para R$ 95,61 (atual), -6,2% em ~7 meses — marcação a mercado da carteira; cota de mercado a R$ 93,50 mantém P/VP 0,98 sem desconto relevante

Eventos de portfólio

Dividendo de R$ 0,95/cota (data-com 30/06, pagamento 07/07)

Sequência de dividendos de 2026: 0,86 (jan) → 1,00 (fev) → 0,84 (mar) → 1,10 (abr) → 1,05 (mai) → 1,00 (jun) → 0,95 (jul). DY mês anualizado de 12,19% com divergência baixíssima de 2,6% — fluxo de renda estável, sem volatilidade anômala

Queda relevante de -5,67% real no trimestre

Rent real 3M de -5,67% (-5,52% nominal) gerou a maior penalidade de momentum da rodada (1,03 pontos sobre o score bruto 7,22) e bloqueou o fundo para a carteira; reflexo da marcação a mercado da carteira IPCA+/CDI com juros longos reprecificados em 2026

Único de risco Baixo entre os 14 elegíveis da rodada

Apesar do bloqueio para carteira, IFRA11 foi o único FII classificado com risco Baixo na rodada 2026-08-01 — volatilidade histórica baixa e consistência de pagamentos sustentam o perfil defensivo

VP/cota atinge R$ 95,61 — mínima da série histórica observada

Trajetória: R$ 102,90 (2023) → R$ 100,98 (2024) → R$ 101,92 (2025) → R$ 95,61 (atual); queda de -7,1% desde 2023 e -6,2% desde 2025. PL também recua (R$ 1,58 bi → R$ 1,48 bi)

Cota abre 2026 em R$ 99,90 e cai para R$ 93,50

YTD negativo: de ~R$ 99,90 no início de 2026 para R$ 93,50 (-6,4%); no 1A, cotação +7,35% e retorno total +8,99% — fraco vs CDI e muito abaixo do hurdle isento de 14,58%

Fundo citado em matérias sobre FI-Infras que batem renda fixa

Notícias de 11/12/2025 e 31/01/2025 (Investidor10) destacam FI-Infras pagando dividendos mensais que superam renda fixa de até 19–21,50% a.a.; segmento segue em evidência como renda mensal isenta

Carteira diversificada em debêntures incentivadas de infraestrutura

Emissores divulgados: Corsan (saneamento RS), BRK Maceió (AL), Entrevias (rodovia SP), EPR Vias do Café (MG), Rio+ Saneamento (RJ), Rialma Energia (GO/MG), TESC (SC), GNA (termelétrica RJ), Metrô Rio, Via Brasil MT-320 — indexadores IPCA e CDI, presença em 7 estados

Notícias e riscos

Queda relevante no trimestre (momentum)

alta

Rent real 3M de -5,67% é o pior evento da rodada para o fundo: gerou penalidade de 1,03 no score (a maior entre elegíveis) e bloqueou apto_carteira. O 1M positivo (+0,94%) sugere estabilização incipiente, mas o trimestre reflete reprecificação real dos juros longos sobre a carteira IPCA+

Mitigador: Evento de marcação a mercado, não de crédito; não há inadimplência reportada; 1M positivo indica possível fim do movimento de correção

VP/cota em queda secular

media

VP/cota caiu -7,1% desde 2023 (R$ 102,90 → R$ 95,61) e -6,2% só em 2026; PL recuou de R$ 1,58 bi para R$ 1,48 bi. Diferente de pares com desconto, IFRA11 negocia a 0,98 do VP — o investidor compra caro um patrimônio que encolhe

Mitigador: Índice de duration longo dos títulos IPCA+ tende a recuperar marcação em ciclo futuro de queda de juros; fluxo de carrego (juros+correção) segue entrando no VP

Sensibilidade a juros longos e inflação (carteira IPCA+/CDI)

media

A carteira de debêntures incentivadas é majoritariamente indexada ao IPCA e ao CDI; a alta da Selic e a inflação persistente de 2026 derrubaram preços. Novo ciclo de alta de juros impactaria cota e VP simultaneamente

Mitigador: Correção monetária real (IPCA+) protege em horizonte longo; fundo de longo prazo para renda, não trade tático

Retorno total 12M abaixo do hurdle isento

media

Rentabilidade total 12M de 8,99% vs hurdle isento de 14,58% (CDI líquido + IR teórico): mesmo com isenção de IR, o fundo entregou menos que um título de infra estruturado no período. Rent real 1A de apenas 4,43%

Mitigador: DY de 11,88% supera o CDI líquido de 11,67% (margem fina de 0,21 p.p.); para horizonte 3+, convergência ao carry IPCA+ tende a ajudar

Liquidez modesta para o porte

baixa

R$ 2,10 M/dia para PL de R$ 1,48 bi (~0,14% do PL) — saídas relevantes podem sofrer desconto intradiário

Mitigador: 34.875 cotistas com base pulverizada (15,49M cotas); taxa de administração de 0,85% a.a. na média do segmento e gestão ativa Itaú

Concentração setorial em crédito de infraestrutura

baixa

Exposição a emissores específicos (Corsan, BRK Maceió, Entrevias, Metrô Rio, GNA, Rio+) — stress de crédito pontual em algum emissor grande derrubaria cota

Mitigador: Mandato diversificado entre saneamento, energia, rodovias, mobilidade e gás, espalhado por 7 estados; debêntures incentivadas têm lastro em projetos de longo prazo

Monitorar (90 dias)

  • Rent real 3M: saída do território negativo remove o alerta de queda relevante e destrava apto_carteira (histerese)
  • Evolução do VP/cota: estabilização acima de R$ 95 e fim da queda de R$ 102,90 → 95,61
  • Relatório gerencial mensal Itaú Asset: resultado distribuível, duration da carteira e ciclo de marcação a mercado
  • Dividendo mensal: manutenção na faixa R$ 0,90–1,05 sustenta o DY ~12%; queda abaixo de R$ 0,85 pressionaria o yield para nível de CDI sem prêmio
  • Curva de juros longos (IPCA+ nominal) e Selic: queda beneficiaria a marcação positiva dos títulos e a recuperação do VP
  • Eventuais emissões de cotas (direito de preferência) e inadimplência de emissores da carteira (Corsan, BRK, Entrevias, Metrô Rio, GNA)

Cenários

Queda de juros + convergência patrimonial

DY ~12% + recuperação de capital ~8–10% = ~20–22% total em 12M

  • Selic e juros longos em queda — marcação positiva da carteira IPCA+
  • Rent real 3M volta ao positivo e remove alerta de queda relevante
  • VP/cota recupera para R$ 98–100 e cota sobe para R$ 98–102
  • Dividendos mantidos em R$ 0,95–1,05/mês

Carrego isento no nível do CDI, cota lateral

DY 11,5–12,5% nominal via R$ 0,90–1,00/mês, cota lateral em R$ 91–97

  • Juros estáveis em patamar elevado
  • Momentum se estabiliza (1M positivo persiste), mas trimestre se recupera devagar
  • VP/cota estabiliza em R$ 94–97
  • Sem evento de crédito nos emissores da carteira

Nova alta de juros + stress de crédito

Perda de capital ~-10% com corte de DY (total 12M ~-5 a 0%)

  • Juros longos sobem mais 100–150 bps, VP/cota cai abaixo de R$ 90
  • Stress em emissor grande (ex.: BRK Maceió, Entrevias, Metrô Rio, GNA)
  • Dividendo cai para R$ 0,75–0,85, comprimindo DY abaixo de 11%
  • Emissão diluidora em momento de desconto

Scorecard

Qualidade portfólio ★★★★☆ Debêntures incentivadas de emissores grade (Corsan, BRK Maceió, Entrevias, Metrô Rio, GNA, Rio+); diversificação em 6+ setores de infra por 7 estados; gestão ativa Itaú Asset
Preço vs VP ★★☆☆☆ P/VP 0,98 sem desconto real: praticamente no par, com VP encolhendo -7,1% desde 2023 — ponto fraco central contra o par BDIF11 (0,87) e OGIN11 (0,80)
Dividendos ★★★☆☆ DY 12M 11,88% apenas 0,21 p.p. acima do CDI líquido; fluxo estável (divergência 2,6%) mas próximo do piso da faixa FII Rank
Retorno recente / Momentum ★☆☆☆☆ Queda relevante 3M (-5,67% real), rent real 1A de 4,43% e retorno total 12M de 8,99% abaixo do hurdle — maior penalidade de momentum da rodada (1,03)
Governança ★★★★☆ Itaú Asset Management com track record estabelecido; taxa de administração 0,85% a.a. na média, sem complexidades exóticas de regulamento
FII Rank v3.2 ★★★☆☆ Elegível, rank 20, score 6,19 (bruto 7,22 — a penalidade de 1,03 tirou o fundo do topo), único risco Baixo dos 14 — mas apto_carteira FALSE por queda relevante 3M

Rodada 2026-08-12T13:33:58-03:00 · dados de 12/08/2026 · gerado em 12/08/2026