CPTS11
Capitânia Securities II (FII Capitânia Securities II)
Rank 12 do FII Rank (score 6,59, risco Médio): fundo de papel da Capitânia com mandato híbrido (63% FII + 21% CRI high yield), maior DY da rodada elegível (14,24%), P/VP 0,87 (desconto de 13% ao VP de R$ 8,65) e 392 mil cotistas. Rent total 12M de 18,34% e rent real 1A de 13,39% superam o CDI líquido (11,67%) e o hurdle isento (14,58%), mas o trimestre negativo (-1,47% real) e a natureza high yield do carrego de CRIs são os pontos de atenção — o desconto patrimonial e a escala (PL R$ 3,14 bi) sustentam a tese.
- Rank 12 do FII Rank v3.2, score 6,59 e risco Médio — elegível, apto para carteira, único alerta: trimestre negativo
- P/VP 0,87 (VP/cota R$ 8,65 vs cota R$ 7,52), vacância 0% e liquidez R$ 7,02 M/dia; DY 12M de 14,24% — o maior entre os elegíveis da rodada — supera o CDI líquido de 11,67%
- Fundo de papel atípico: 63,4% do portfólio em cotas de outros FIIs (estratégia FOF) e 21,4% em CRI high yield, com 8,5% em carrego — combinação que explica o yield acima da média do segmento (12,47%)
- Rentabilidade total 12M de +18,34% (real 13,39%) é a mais forte do comparativo de papel da rodada: supera CDI, IPCA e IFIX; apenas o 3M ficou negativo (-1,31% nominal, -1,47% real)
- Escala relevante: PL de R$ 3,14 bilhões, 363,5 milhões de cotas e 392 mil cotistas; taxa de administração de 1,05% a.a. sobre PL — padrão do segmento de papel
Fundamentos
Critérios FII Rank v3.1
Comparativo segmento
Histórico de emissões
Eventos de portfólio
Relatório Gerencial e Informe Mensal de jul/2026 publicados
Relatório Gerencial de 29/07/2026 e Informe Mensal de 23/07/2026 disponíveis; distribuição de jul mantida em R$ 0,09/cota (data com 14/07, pagamento 21/07)
CPTS11 entra no radar da XP como 'cota amassada e renda alta'
Notícia de 24/01/2026: XP destaca CPTS11 como oportunidade de renda com desconto ao VP — narrativa alinhada ao veredito deste dossiê
Inadimplência pontual questionada por cotista iniciante
Comentário de investidor (abr/2026) sobre rendimento líquido inferior ao anunciado — caso típico de confusão com descontos/taxas, não evento de crédito do fundo
Rendimento padronizado em R$ 0,09/cota
De out/2025 a jul/2026 o fundo manteve pagamento mensal estável de R$ 0,09/cota (R$ 1,07 em 12 meses); previsibilidade de renda é o principal atributo do veículo
Portfólio consolidado em FII + CRI high yield
Distribuição atual: 63,4% em cotas de FIIs, 21,4% em CRIs, 8,5% em carrego e 6,8% em liquidez — mandato híbrido que combina renda de papel com upside de tijolo via FIIs
Notícias e riscos
Crédito high yield no carrego de CRIs (21,4% do PL)
altaA parcela em CRIs (21,4%) mais o carrego (8,5%) é o motor do DY de 14,24% — rendimento acima da média implica risco de crédito acima da média. Inadimplência de emissores high yield (incorporadoras menores, operações estruturadas) pode cortar a renda e o VP simultaneamente
Trimestre negativo e sensibilidade ao ciclo de juros
mediaRent real 3M de -1,47% (nominal -1,31%) mostra correção recente da cota após alta de 19,46% em 12 meses. Fundos de papel indexados a CDI/IPCA sofrem marcação a mercado quando a curva de juros se move adversamente
Expansão agressiva da base de cotas (32 mi → 364 mi em 3 anos)
mediaMultiplicação por ~10x das cotas emitidas desde 2022 pulverizou o fundo (392 mil cotistas) e pode indicar captação oportunista. Se a gestora não alocar bem os novos recursos, o yield por cota dilui
Alavancagem implícita via posição em FIIs (63,4%)
mediaCom 63,4% do portfólio em cotas de outros FIIs, CPTS11 carrega risco duplo: o risco dos FIIs subjacentes (tijolo e papel) somado ao seu próprio desconto de 13% ao VP. Queda do IFIX impacta a cota em dobro
VP/cota levemente descendente (R$ 9,04 → R$ 8,65 em 4 anos)
baixaVP/cota caiu ~4% desde 2022, sugerindo que parte do yield alto vem de rendimento que não se reinveste no patrimônio — padrão de fundos high yield que distribuem quase 100% do carrego
Monitorar (90 dias)
- Relatório gerencial mensal: inadimplência do portfólio de CRIs, provisões para perdas (PDD) e concentração por emissor/grupo econômico
- Manutenção do rendimento de R$ 0,09/cota — qualquer redução abaixo de R$ 0,085 sinaliza deterioração do carrego
- Novas emissões de cotas e direitos de preferência: ritmo de expansão da base vs. crescimento do yield por cota
- Composição do portfólio FII (63,4%): principais posições e exposição setorial (papel vs. tijolo nos subjacentes)
- Curva DI e expectativa de Selic: marcação a mercado dos CRIs indexados e do carrego
Cenários
Convergência ao VP + renda plena
DY ~14% + convergência parcial ao VP = ~25–28% total em 12M
- Selic cai e comprime prêmio de crédito high yield
- Portfólio de CRIs sem defaults relevantes
- Cota reconverge para R$ 8,30–8,65 (P/VP 0,96–1,0)
- Dividendo mantido em R$ 0,09/cota ou elevado
- Posição em FIIs valoriza com o IFIX
Renda estável com desconto mantido
DY 13–14% nominal via R$ 0,09/mês, cota R$ 7,20–7,90
- Carrego de CRIs sem eventos de crédito
- Selic estável ou em queda lenta
- VP/cota mantido em R$ 8,60–8,70
- Sem novas emissões diluidoras relevantes
Default de CRI + stressed IFIX
Corte do rendimento + queda da cota (total 12M ~0 a -12%)
- Inadimplência relevante de CRI high yield (>5% do portfólio)
- Selic sobe e marca CRIs a mercado negativamente
- IFIX corrige e arrasta a posição de 63% em FIIs
- Nova emissão a preço abaixo do VP dilui cotistas
- Rendimento cai para R$ 0,07–0,08/cota
Scorecard
Rodada 2026-08-12T13:33:58-03:00 · dados de 12/08/2026 · gerado em 12/08/2026