HGCR11
CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11)
Rank 26 do FII Rank (score 5,68, risco Médio, elegível mas INAPTO para carteira): fundo de papel CSHG/Pátria negociando praticamente colado ao VP (P/VP 0,97 — cota R$ 94,08 vs VP/cota R$ 97,47), DY 12M de 12,60% acima do CDI líquido (11,67%) e variação 12M de +10,94%. O problema é o momentum: queda relevante no trimestre (-4,62% nominal / -4,77% real) gerou penalidade de 0,85 sobre o score bruto (6,53 → 5,68) e barrou a entrada na carteira pela regra de 'sem queda relevante 3M'. O rendimento mensal caiu de R$ 1,00–1,05 (2025) para R$ 0,95 desde jan/2026, sinal de compressão de resultado distribuível que o mercado já está precificando. Sem taxa de performance e com gestão ativa Pátria, é um fundo de qualidade, mas o preço 'no VP' somado à queda 3M não oferece margem de segurança nem gatilho de entrada — veredito neutro/aguardar.
- Rank 26 do FII Rank v3.2, score 5,68 (bruto 6,53 menos penalidade de momentum 0,85) e risco Médio — elegível pelos fundamentos, porém INAPTO para carteira por 'queda relevante 3M'
- P/VP 0,97: sem desconto patrimonial. Cota R$ 94,08 vs VP/cota R$ 97,47 — ágio de apenas ~-3%, pouca margem de segurança frente a pares de papel como RBRR11 (0,82), VRTA11 (0,89) e CPTS11 (0,87)
- DY 12M de 12,60% supera o CDI líquido de 11,67%, mas o rendimento mensal caiu para R$ 0,95/cota desde jan/2026 (era R$ 1,00–1,05 em 2025); yield de 1M é 0,00% no mês mais recente — compressão de resultado distribuível em andamento
- Queda relevante no trimestre: -4,62% nominal / -4,77% real 3M, com rent real 1A de +7,49% e variação de cota 12M de +10,94% — correção de preço recente dentro de um ano positivo, clássico alerta de momentum
- Carteira 89,6% em CRIs + 8,4% em outros FIIs + 2% caixa; taxa de administração 0,80% a.a. e ZERO taxa de performance (diferencial raro); gestão Pátria Investimentos (integrou o CSHG) e administração fiduciária Intrag DTVM
Fundamentos
Critérios FII Rank v3.1
Comparativo segmento
Histórico de emissões
Eventos de portfólio
Rendimento pago de R$ 0,95/cota (data-com 30/06, pagamento 14/07)
Sexto pagamento consecutivo em R$ 0,95 desde jan/2026, patamar abaixo dos R$ 1,00–1,05 praticados em 2025; yield 12M acumulado de R$ 11,85/cota (12,60%)
Cota acumula queda relevante de -4,62% no trimestre
De ~R$ 98,50 (início de mai) para R$ 94,08 (01/ago): rent real 3M de -4,77% acionou a penalidade de momentum (0,85) do FII Rank e barrou a entrada na carteira; yield 1M zerado reflete preço/dado do mês mais recente
Rendimento mensal rebaixado para R$ 0,95/cota
Primeiro corte visível do dividendo após série de R$ 1,00–1,05 em 2025; reflete compressão de resultado distribuível da carteira de CRIs (spread CDI+ e IPCA+ sob pressão de juros longos altos)
Compra de GARE11 pelo fundo gera ruído no fórum
Comentário de investidor (fev/2026) aponta que o HGCR11 comprou cotas de GARE11 — FII de CRI comprando FII, 'troca de favores de gestoras' na visão de parte do mercado; composição atual já mostra 8,4% do PL em cotas de outros FIIs
VP/cota estável em R$ 97,47, mas cotação diverge para baixo
VP/cota recuou levemente de R$ 97,90 (2025) para R$ 97,47 (-0,4%), enquanto a cota de mercado caiu ~4% YTD — P/VP abriu de 1,00 (2025) para 0,97, ainda sem desconto relevante
Gestão migrada da plataforma CSHG para o Pátria Investimentos
Integração da plataforma de Real Estate do CSHG ao ecossistema Pátria; administração fiduciária permanece com a Intrag DTVM; taxa de administração mantida em 0,80% a.a. sem taxa de performance
Notícias e riscos
Queda relevante 3M / momentum negativo
altaTrimestre de -4,62% nominal (-4,77% real) é o evento que gerou a penalidade de 0,85 no score e o INAPTO para carteira. Combinado ao yield 1M zerado e ao dividendo rebaixado para R$ 0,95, indica que o mercado está precificando compressão de resultado distribuível — movimento pode continuar antes de estabilizar
Corte do dividendo recorrente (R$ 1,00–1,05 → R$ 0,95)
mediaRedução de 5–9,5% no rendimento mensal desde jan/2026 corroeu a renda do cotista; se a carteira de CRIs não reprecificar os spreads (CDI+/IPCA+) em linha com os juros altos, novos cortes são possíveis
Sem desconto patrimonial (P/VP 0,97)
mediaComprar a 0,97 do VP oferece margem de segurança mínima: qualquer deterioração de crédito ou nova queda de marcação a mercado leva o P/VP para 1,0+ rapidamente. Pares de papel oferecem descontos maiores (CPTS11 0,87, RBRR11 0,82, VRTA11 0,89)
Risco de crédito e spread dos CRIs lastreados no setor imobiliário
media89,6% do PL em CRIs de incorporação, loteamento, logístico e comercial: inadimplência de devedores ou stress do setor imobiliário afeta diretamente o VP e a distribuição. Comentário de analista interno do site aponta 'distribuição atual acima do resultado — ponto de atenção'
Alocação de 8,4% em cotas de outros FIIs
baixaFração relevante do PL em FIIs de terceiros (ex.: GARE11) gera sobreposição de taxas e dependência de decisões alheias; parte do mercado vê com ressalva a prática entre gestoras
Monitorar (90 dias)
- Rendimento mensal: se cair abaixo de R$ 0,95/cota ou voltar para R$ 1,00+, confirma tendência de compressão ou recuperação do resultado distribuível
- Relatório gerencial mensal (Intrag/Pátria): evolução da inadimplência dos CRIs, prazo médio, indexadores (CDI+/IPCA+) e eventuais baixas de crédito
- P/VP: se cair para 0,90–0,92 (cota ~R$ 87–90), abre margem de segurança para entrada tática — gatilho de upgrade de neutro para oportunidade
- Rent real 3M na próxima rodada do FII Rank: se voltar ao positivo, a penalidade de momentum zera e o fundo reentra no radar de carteira
- Alocação em FIIs de terceiros (hoje 8,4%): aumento relevante indicaria mudança de estratégia para gestão mais tática
- Comunicados da gestão Pátria sobre recompra de cotas, novas emissões ou alteração de taxa de administração
Cenários
Estabilização do dividendo + convergência ao VP
DY ~12,5% + recuperação de capital ~5–8% = ~18% total em 12M
- Rendimento mensal se mantém em R$ 0,95 ou sobe para R$ 1,00
- Trimestre positivo zera a penalidade de momentum na próxima rodada
- Cota reconverge para P/VP 0,99–1,00 (R$ 96–97)
- Nenhuma inadimplência relevante na carteira de CRIs
Lateral com carrego acima do CDI
DY 11,5–12,5% nominal via R$ 0,95/cota/mês, cota lateral em R$ 92–97
- Juros longos estáveis em patamar elevado, sem novo choque de spread
- Dividendo mantido em R$ 0,95 sem cortes adicionais
- P/VP oscila em 0,94–0,99
- Sem grandes mudanças na alocação (89% CRI / 8% FII / 2% caixa)
Novo corte de dividendo + stress de crédito
Perda de capital ~-8% combinada com renda menor (total 12M ~0 a 4%)
- Rendimento cai para R$ 0,80–0,85/cota por compressão de spread ou inadimplência
- Evento de crédito em CRI relevante (incorporador grande) derruba VP/cota
- Cota testa P/VP 0,90–0,93 (R$ 88–90), ampliando a queda YTD
- Resgates ou venda generalizada de papel pressionam o setor
Scorecard
Rodada 2026-08-12T13:33:58-03:00 · dados de 12/08/2026 · gerado em 12/08/2026